
Eu temo pela minha geração de jovens e adolescentes que se dizem cristão, da qual faço parte. Ela, em detrimento da prática de boas obras, da boa comunhão e investimento em relacionamentos, da leitura e estudo das Escrituras, da vida de oração, prioriza e envolve-se mais com seus iPhones, iPads, iPods, suas redes sociais, seus Whatsapp, seus jogos. Fazem destas coisas um fim em si, esquecendo-se de amadurecer em Cristo, esquecendo-se de viver a vida para a Glória de Deus. Canta na igreja e em acampamentos "minha vida dou a Ti, Senhor...", mas, na prática, nada Lhe oferecem.
Não somente as tecnologias, mas parece que tudo é mais importante do Cristo. Meu curso universitário é mais importante, meu vestibular é mais importante, meu estudo para concurso é mais importante, minha namorada(o), meu cochilo, meu trabalho, minha academia etc. Esquecendo-se, porém, que tudo isso é passageiro. Esquecendo-se que o fim principal do homem é glorificar a Deus e, fora disto, não há verdadeira alegria e satisfação.
Questiono: o que se produzirá desta geração? O que se esperar dela?
Dizem que Cristo é Seu Senhor, mas quem manda e desmanda em sua rotina é seu computador (e seus aparelhos tecnológicos). Conseguem ficar dias sem buscar a Deus pela oração e leitura das Escrituras, mas não conseguem passar, se quer, um turno longe da internet - e já enlouquecem. Será que Cristo é nosso Senhor?
É uma geração que está satisfeita com, simplesmente, ir à igreja e ter amigos cristãos - quando de fato são cristão. Quando deveria buscar ardentemente algo mais: a piedade em Cristo, a semelhança do caráter do Filho.
IPhones, iPads, iPods, redes sociais, Whatsapp, jogos, etc., nada disso é ruim em si, mas como temos usado destas ferramentas é que dirá se está sendo mal ou bom.
Triste é saber que não seremos conhecidos pela geração que amou a Cristo, que labutou na prática de boas obras, que amou o seu próximo como a si mesmo, que investiu tempo em comunhão e relacionamentos significativos, que ardia de desejos perenes pelas Escrituras e pela oração. Mas que amava ao facebook, aos jogos, a todos os aparelhos tecnológicos de seu tempo, como TODOS amavam.
O pecado desta geração está (quando de fato é regenerada em Cristo e não está sendo ludibriada pela religiosidade humana): não "amar a Deus acima de todas as coisas, nem ao próximo como a si mesmo".
Amemos ao Senhor.
Tem misericórdia de nós, Senhor.
Christopher Vicente
Christopher Vicente




