Vem Viver Com Cristo 2014: Vivos para Deus

Para adolescentes a partir de 14 anos e jovens. Vagas limitadas!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A CONFISSÃO, O PRESTAR CONTAS E A VIDA CRISTÃ




Tem um princípio das Escrituras, uma prática, que, hoje, se faz esquecida na vida cristã de muitos: É a prática da prestação de contas, do confessar pecados.
Pela nossa tradição evangélica brasileira, muitos, talvez, inconscientemente, não valorizam tal postura por achar que isso é uma prática católica e que não se deve confessar pecados a ninguém, exceto a Deus, pois somente Ele é perdoador de pecados - certamente, somente Deus perdoa pecados (Lc 5.21; 1 Jo 1.9-10; e vários outros).
Contudo, vemos exortações e mandamentos como do apóstolo Tiago: "Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz".
O prestar contas faz com que nós desnudemos a alma, abaixemos a guarda e exponhamos o monstro que habita em nós. Faz com que levemos nossos irmãos em Cristo aos cômodos da casa que nunca, "pela lei da boa vizinhança e da visita", levaríamos um visitante ou hóspede.
Oh, mas quão refrigerador é poder confessar pecados àqueles que compartilham de mesma fraqueza, ou que um dia já trilharam por tal luta e podem ser, com consolo e ação de Deus, usados para nos guiar nos vales.

Adverte-nos o autor de Eclesiastes:

"É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade" (Ec 4.9-11).
Como poderemos ser suporte um dos outros (Cl 3.13a: "Suportem-se uns aos outros...") se não soubermos ou expormos àquele que nos suportará o tamanho do fardo ser levado juntos.
Prestar contas faz com que nos abramos para a repreensão, consolação, exortação, amparo do Senhor por meio de irmãos em Cristo. Abre o livro que é guardado a sete chaves, no fundo da prateleira mais antiga, cheia de poeira e não ler-se-o sozinho mais, ao contrário, agora acompanhado, mostrando os borrões e marcas de café derramado sobre o livro. Abrimos para que outros opinem e mudem as frases.
Mas, é claro, isso não deve ser feito com qualquer um. Não é qualquer pessoa ou a todos que se deve abrir a alma. Tal ação é profunda demais para qualquer pessoa sem sabedoria e temor ao Senhor. Então, primeiramente, deve ser alguém que teme ao Senhor e o ama. Depois, alguém de notória maturidade espiritual e conhecimento das Escrituras, para que assim possa-se orientar corretamente, respaldado no verdadeiro e único manual de concerto. Alguém de confiança.
Infelizmente, muitas vezes, a cultura secularizada influencia mais aqueles que se autodenominam cristãos do que as próprias Escrituras (que é o manual de fé e prática dos reconciliados com Deus). E, nessa conjectura, temos uma cultura altamente individualista, na qual: "ninguém mete o bedelho em minha vida", "não devo nada a ninguém", "quem é você para dizer o que eu devo fazer?", "você não é melhor que eu e nem meu pastor"... e por ai vai os retruques infantis e insensatos. Tal mentalidade, diabólica, afasta-nos de piedosa prática.
Enfim, busquemos tal prática para que nossas vidas sejam conhecidas pelos irmãos de alma; para que Deus aja por meio de irmãos. Pecado escondido é pecado alimentado e bem cuidado. Tenho visto e vivido muito libertação na prática da confissão horizontal e na prestação de contas. Isso é Bíblico.
Christopher Vicente

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMA PALAVRA AOS MOÇOS E MOÇAS: UM CHAMADO À EXPERIÊNCIA E A MATURIDADE


Muitos se escondem por detrás da idade alegando que, por serem novos demais, não devem ser maduros ou agirem com sabedoria. Quanta enganação há nessa mentalidade. As Escrituras não declaram que postura sábia e madura deve vir e ser esperada somente dos mais velhos ou, dos chamados, mais experientes; mas sim, deve ser observada clara e publicamente, por todos quantos foram feitos Filhos do Altíssimo, por todos que nasceram de novo, por todos nos quais o Espírito habita. Usar de nossa juventude para legitimar ações ímpias (contrário de ações pias - piedosas), ações insanas, insensatas e imaturas é fazer de nossa vocação celestial e cidadania eterna mera poesia, mera falácia.


 Ao contrário, a todos quantos se chamam cristãos... "A lei do Senhor é perfeita, e revigora a alma. Os testemunhos do Senhor são dignos de confiança, e TORNAM SÁBIOS OS INEXPERIENTES" (Sl 19.7). "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida" (Tg 1.5). "Ninguém o DESPREZE pelo fato de você ser JOVEM, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza [...]

Seja diligente nessas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para que todos vejam o seu progresso. Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem" (1 Tm 4.12; 15-16). "A explicação das Tuas palavras ilumina e dá discernimento aos inexperientes" (Sl 119.130). Seriam necessárias horas e letras para expor todos os textos das Escrituras que chamam a nós, jovens, os que foram reconciliados com Deus, à maturidade, à sabedoria, à piedade. Seriam necessários livros para relatar a vida de homens nas Escrituras e fora delas - presentes na História da Igreja - que foram usados por Deus, que tiveram posturas maduras, quanto eram apenas jovens, "inexperientes", que buscaram, tão somente, apesar de suas imperfeições e limitações, Glorificar o Seu Deus. Isso não vem nem nunca virá de nós, mas do Soberano Deus, pois foi Ele quem nos deu "tudo de que necessitamos para a vida e para a PIEDADE" (2 Pe 1.3).
Contudo, isso não nos exonera a responsabilidade, pois, baseados nesse tudo que Deus já nos deu, no tudo que Deus já fez por meio de Cristo, Pedro nos exorta: "Por isso mesmo, EMPENHEM-SE [...] Portanto, irmãos, EMPENHEM-SE [...]" (2 Pe 1.5a; 10a), empenhem-se em buscar a maturidade e piedade [leia o livro para ver o que especificamente, está resumido nessas duas palavras]. Cristo não nos deu a vida (Ef 2.5), a verdadeira vida, em nossa juventude para que, pela mentira da inexperiência e insensatez que todos atribuem a juventude, sejamos inoperantes. 

Aos que Cristo chamou, os chamou para serem conformes, iguais, imitadores de Cristo, não importando a idade (Rm 8.28-30). Jovens, Galera, Inexperientes que se tornam experientes pela ciência e prática dos princípios das Escrituras (Sl 19.7; Sl 119.130). Deus não chamou para a leseira de nossa época, mas para a renovação da mente (Rm 12.2); não nos chamou para a contaminação, mas para a pureza (2 Tm 2.22). Nos chamou para sermos exemplos a todos (1 Tm 4.12). Vocês não precisam viver determinadas coisas para que saibam o que as Escrituras dizem, embora, precisemos passar por todas as etapas para vivermos o que as Escrituras dizem [a experiencia da idade é importante e deve ser considerada a mais alta estima - "A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos" (Pv 20.29)].

Adultos, pais, experientes que agirão como inexperientes se não agirem conforme as Escrituras, Exortem, apoiem, invistam nesses jovens. Você são responsáveis por eles. Não os desanimem acusando-os de insensatos, de que, pela sua inexperiência, nada poderão fazer. Ao contrário, sejam usados por Deus a fim de perpetuar sobre a Terra, quando vocês não mais estiverem nela, às Verdades das Santas Letras por meio destes que As propagarão. Se Deus usou uma jumenta, quanto mais a nós, jovens. Ehehehe =p Sempre avante, Jovens e Adolescentes, sempre avante. Nosso alvo é a maturidade em Cristo. E, como disse John Stott: "Ser maduro é ter um relacionamento maduro com Cristo, no qual o adoramos, confiamos nele, o amamos e lhe obedecemos" (STOTT, John. O discípulo radical. Viçosa: Ultimato, 2011, p.36). PARA TAL POSTURA, NÃO HÁ IDADE. Ser maduro não é ser velho, é ser semelhante a Cristo.

 Christopher Vicente

APESAR DE TUDO, SOMOS CRISTÃOS JOVENS


Quando se fala de jovens, muitos logo retorcem o nariz e faz cara feia. E, o que estaria por trás desta reação? Para estes, possivelmente: “Jovens sempre são problema... São muito modernos, muito liberais, muito influenciado pelo mundo, são imaturos e insensatos”, e por ai vai uma séria de críticas.

J.C. Ryle, no primeiro capítulo de seu livro “Uma Palavra aos Moços”, ao tentar responder a pergunta do porquê de escrever o livro, elenca uma série de situações problemáticas em que sempre os jovens estão envolvidos – e são verdadeiras.

Contudo, apesar de todas estas críticas e evidências verdadeiras que falam sobre os jovens, as Escrituras nos dizem outras coisas sobre este grupo tão visado pela sociedade e pelo sistema de governo Maligno.

Temos diversas referências nas Escrituras sobre nós, jovens e adolescentes (este termo “adolescente” é moderno, então, não o encontraremos nas Escrituras, mas o conceito estará presente). Podemos começar com aquela muito conhecida: “Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Tua Palavra” (Sl 119.9). Indo para o N.T., temos: “Jovens, eu lhes escrevi, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno” (1 Jo 2.14b). Ou, vemos Paulo, ao jovem Timóteo, dando-lhes conselhos divinos: “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.  

As histórias bíblicas, muitas vezes – em grande parte – foi vivida por jovens como eu e você. Mas, diante e apesar destes inúmeros textos bíblicos e destas referidas histórias, o que jovem que vem a minha mente é Daniel, o jovem Daniel.Quem conhece a história dele sabe que, embora sendo jovem, no contexto difícil em que estava inserido, não deixou de render devoção ao seu Senhor, não desprezou a piedade, não deixou de fazer diferença (e, venhamos e convenhamos, uma GRANDE diferença) na sociedade babilônica que vivia e naquilo que era sua responsabilidade (pois em tudo se destacava, sendo alvo de ‘exaltações’ e de invejas). Ele buscava glorificar a Deus com todos os seus recursos, com sua inteligência e seu conhecimento, seus dons e talentos, sempre em submissão às autoridades e acima de tudo ao Senhor.

O que quero dizer com tudo isso – já tá na hora de acabar o texto, né? – é que apesar de todas as evidências que podem levar a descrédito o jovem e o adolescente, apesar de nossa natureza e nossos desejos que maquinam o mal e faz-nos agir em oposição à Lei do Senhor, nós, os salvos em Cristo, temos uma evidência que anula tudo isso e nos faz verdadeiros jovens: a redenção de Cristo e o Seu Espírito. Apesar de tudo o que as pessoas dizem, apesar de tudo que é negativo, temos o nosso Senhor, o Seu Sacrifício e sua Ressurreição, Sua soberania e Seu poder atuando em nós, para que, dessa forma, possamos ser diferentes e iguais: diferentes do natural, diferentes do mundo; iguais a Cristo, iguais às Sagradas Escrituras.

Exortemo-nos mutuamente para que sigamos sempre juntos, dando suporte e sendo suportados, confessando pecados e consolando, encorajando e repreendendo, par que sejamos bíblicos e façamos como Paulo diz a Timóteo: “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, COM AQUELES que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).

Christopher Vicente