segunda-feira, 15 de abril de 2013

APESAR DE TUDO, SOMOS CRISTÃOS JOVENS


Quando se fala de jovens, muitos logo retorcem o nariz e faz cara feia. E, o que estaria por trás desta reação? Para estes, possivelmente: “Jovens sempre são problema... São muito modernos, muito liberais, muito influenciado pelo mundo, são imaturos e insensatos”, e por ai vai uma séria de críticas.

J.C. Ryle, no primeiro capítulo de seu livro “Uma Palavra aos Moços”, ao tentar responder a pergunta do porquê de escrever o livro, elenca uma série de situações problemáticas em que sempre os jovens estão envolvidos – e são verdadeiras.

Contudo, apesar de todas estas críticas e evidências verdadeiras que falam sobre os jovens, as Escrituras nos dizem outras coisas sobre este grupo tão visado pela sociedade e pelo sistema de governo Maligno.

Temos diversas referências nas Escrituras sobre nós, jovens e adolescentes (este termo “adolescente” é moderno, então, não o encontraremos nas Escrituras, mas o conceito estará presente). Podemos começar com aquela muito conhecida: “Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Tua Palavra” (Sl 119.9). Indo para o N.T., temos: “Jovens, eu lhes escrevi, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês venceram o Maligno” (1 Jo 2.14b). Ou, vemos Paulo, ao jovem Timóteo, dando-lhes conselhos divinos: “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.  

As histórias bíblicas, muitas vezes – em grande parte – foi vivida por jovens como eu e você. Mas, diante e apesar destes inúmeros textos bíblicos e destas referidas histórias, o que jovem que vem a minha mente é Daniel, o jovem Daniel.Quem conhece a história dele sabe que, embora sendo jovem, no contexto difícil em que estava inserido, não deixou de render devoção ao seu Senhor, não desprezou a piedade, não deixou de fazer diferença (e, venhamos e convenhamos, uma GRANDE diferença) na sociedade babilônica que vivia e naquilo que era sua responsabilidade (pois em tudo se destacava, sendo alvo de ‘exaltações’ e de invejas). Ele buscava glorificar a Deus com todos os seus recursos, com sua inteligência e seu conhecimento, seus dons e talentos, sempre em submissão às autoridades e acima de tudo ao Senhor.

O que quero dizer com tudo isso – já tá na hora de acabar o texto, né? – é que apesar de todas as evidências que podem levar a descrédito o jovem e o adolescente, apesar de nossa natureza e nossos desejos que maquinam o mal e faz-nos agir em oposição à Lei do Senhor, nós, os salvos em Cristo, temos uma evidência que anula tudo isso e nos faz verdadeiros jovens: a redenção de Cristo e o Seu Espírito. Apesar de tudo o que as pessoas dizem, apesar de tudo que é negativo, temos o nosso Senhor, o Seu Sacrifício e sua Ressurreição, Sua soberania e Seu poder atuando em nós, para que, dessa forma, possamos ser diferentes e iguais: diferentes do natural, diferentes do mundo; iguais a Cristo, iguais às Sagradas Escrituras.

Exortemo-nos mutuamente para que sigamos sempre juntos, dando suporte e sendo suportados, confessando pecados e consolando, encorajando e repreendendo, par que sejamos bíblicos e façamos como Paulo diz a Timóteo: “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, COM AQUELES que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).

Christopher Vicente

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