Quando se fala de jovens, muitos logo retorcem o nariz e faz cara
feia. E, o que estaria por trás desta reação? Para estes, possivelmente:
“Jovens sempre são problema... São muito modernos, muito liberais, muito
influenciado pelo mundo, são imaturos e insensatos”, e por ai vai uma séria de
críticas.
J.C. Ryle, no primeiro capítulo de seu livro “Uma Palavra aos
Moços”, ao tentar responder a pergunta do porquê de escrever o livro, elenca
uma série de situações problemáticas em que sempre os jovens estão envolvidos –
e são verdadeiras.
Contudo, apesar de todas estas críticas e evidências verdadeiras
que falam sobre os jovens, as Escrituras nos dizem outras coisas sobre este
grupo tão visado pela sociedade e pelo sistema de governo Maligno.
Temos diversas referências nas Escrituras sobre nós, jovens e
adolescentes (este termo “adolescente” é moderno, então, não o encontraremos
nas Escrituras, mas o conceito estará presente). Podemos começar com aquela
muito conhecida: “Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de
acordo com a Tua Palavra” (Sl 119.9). Indo para o N.T., temos: “Jovens, eu lhes
escrevi, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece e vocês
venceram o Maligno” (1 Jo 2.14b). Ou, vemos Paulo, ao jovem Timóteo, dando-lhes
conselhos divinos: “Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um
exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na
pureza”.
As histórias bíblicas, muitas vezes – em grande parte – foi vivida
por jovens como eu e você. Mas, diante e apesar destes inúmeros textos bíblicos
e destas referidas histórias, o que jovem que vem a minha mente é Daniel, o
jovem Daniel.Quem conhece a história dele sabe que, embora sendo jovem, no
contexto difícil em que estava inserido, não deixou de render devoção ao seu
Senhor, não desprezou a piedade, não deixou de fazer diferença (e, venhamos e
convenhamos, uma GRANDE diferença) na sociedade babilônica que vivia e naquilo
que era sua responsabilidade (pois em tudo se destacava, sendo alvo de
‘exaltações’ e de invejas). Ele buscava glorificar a Deus com todos os seus
recursos, com sua inteligência e seu conhecimento, seus dons e talentos, sempre
em submissão às autoridades e acima de tudo ao Senhor.
O que quero dizer com tudo isso – já tá na hora de acabar o texto,
né? – é que apesar de todas as evidências que podem levar a descrédito o jovem
e o adolescente, apesar de nossa natureza e nossos desejos que maquinam o mal e
faz-nos agir em oposição à Lei do Senhor, nós, os salvos em Cristo, temos uma
evidência que anula tudo isso e nos faz verdadeiros jovens: a redenção de
Cristo e o Seu Espírito. Apesar de tudo o que as pessoas dizem, apesar de tudo
que é negativo, temos o nosso Senhor, o Seu Sacrifício e sua Ressurreição, Sua
soberania e Seu poder atuando em nós, para que, dessa forma, possamos ser
diferentes e iguais: diferentes do natural, diferentes do mundo; iguais a
Cristo, iguais às Sagradas Escrituras.
Exortemo-nos mutuamente para que sigamos sempre juntos, dando suporte
e sendo suportados, confessando pecados e consolando, encorajando e
repreendendo, par que sejamos bíblicos e façamos como Paulo diz a Timóteo:
“Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz,
COM AQUELES que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Tm 2.22).
Christopher Vicente




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